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14/08/2018

Dia do Cardiologista: Médico alerta que mulheres correm mais risco de morte por infarto do que homens

     No Dia Nacional do Cardiologista, comemorado neste 14 de agosto, especialista alerta que tem crescido o número de mulheres com doenças cardiovasculares. Atualmente, cerca de 30% dos casos de infarto têm elas como vítimas. Na década de 60, essa proporção era de nove homens para uma mulher. E o que é pior, o risco de morte para elas em decorrência do infarto é maior já que demoram a procurar ajuda.
     “Diferente dos homens que relatam dores no peito e irradiação para o braço, os sintomas do infarto em mulheres são atípicos, como desconforto na mandíbula e falta de ar, o que muitas vezes pode ser negligenciado e atrasar o diagnóstico”, alerta o cardiologia intervencionista Daniel Diehl, que veio aos estúdios do RDTV. “Devido a isso elas buscam ajuda mais tarde, aumentando as chances de complicações e morte”, completa.
     A funcionária pública Luciana Barreto, 45 anos, passou um grande susto em 2017. Filha adotiva não conhecia o histórico familiar. Certa vez em uma caminhada rotineira sentiu um cansaço extremo, falta de ar e uma estranha dor no maxilar. Decidiu agendar com um cardiologista. Mas antes mesmo do dia da consulta passou mal e foi atendida às pressas no Hospital Amecor. Ficou mais de um mês internada.
     Ela sofreu um infarto e teve que se submeter a duas cirurgias de revascularização do miocárdio, popularmente conhecida como pontes de safena e mamaria. A intervenção utiliza a artéria mamária (localizada no tórax) e um segmento da veia safena (localizada na perna) para a realização destas pontes.
     Mesmo com a rotina agitada de dois empregos, vários plantões extras e bicos para aumentar a renda, Luciana não desconfiava que poderia sofrer um ataque cardíaco.  “Nunca sequer passou pela minha cabeça”, conta. “O infarto serviu para abrir meus olhos. Hoje penso na minha saúde. Diminuí o ritmo de trabalho, estou em um emprego só, faço refeições balanceadas, atividades físicas e curto mais meu marido e meus cachorros”.
     Os quatro medicamentos que tem que tomar diariamente e as cicatrizes no peito e nas pernas não deixam Luciana esquecer que precisa se cuidar. “Hoje posso disser que tenho mais uma data de aniversário para comemorar. Deus me deu uma segunda chance”, reflete. “Quero viver, aproveitar cada segundo da minha vida", afirma. "Só tenho a agradecer os cardiologistas que cuidaram de mim, os médicos José Kazan e Matheus dos Santos que fizeram minha cirurgia e Daniel Diehl que me acompanha”, cita.

Coração Alerta

     O cardiologista Daniel Diehl, que faz parte da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI) é embaixador da campanha nacional “Coração Alerta”, iniciativa da SBHCE e da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)  que oferece dicas e informações para prevenir e conscientizar sobre as formas de reconhecer e tratar o infarto.
     Dados da SBC apontam que em 2018 quase 200 mil pessoas já morreram por causa de doenças cardiovasculares no Brasil, uma morte a cada 1 segundo e meio. Estimativas feitas pelo Ministério da Saúde avaliam que 30% das mortes no país são causadas pela doença.  O problema ainda é mais grave entre as mulheres, o Brasil tem a maior taxa de mortalidade por cardiopatias em mulheres da América Latina.
     Não há uma pesquisa que demonstre quando elas começaram a infartar, mas a partir da inserção da mulher no mercado de trabalho o crescimento de casos chamaram à atenção dos cardiologistas.  “Nessa sociedade moderna, com entrada da mulher no mercado de trabalho e o acumulo com a dupla jornada, aumenta o estresse feminino e os casos começaram a crescer”, afirma Diehl.
     O médico lembra que mulheres na pós-menopausa e com histórico familiar de doenças cardíacas têm maior risco de sofrer um infarto.  “Após os 60 anos a morte por infarto é 5 vezes mais frequente na mulher do que a morte por câncer de colón de útero e de mamas juntos, tipos de câncer que mais mata mulheres no mundo”, reforça. Isso porque durante o período reprodutivo, a mulher tem nível elevado de estrogênio, hormônio vasoprotetor e com a queda da produção desse hormonio, a mulher se iguala aos riscos do homem. “O alerta é: senhoras já em menopausa, pós 60 anos, hipertensa, obesa, diabética, sedentária, estressadas, com colesterol alto e fumante fiquem espertas”, aconselha.

Prevenção

     Apesar das diferenças quanto aos sintomas e aos fatores de risco, a forma de prevenção é a mesma para os homens e mulheres. Praticar atividades físicas diárias por 30 minutos, consultar um médico regularmente, não fumar e ter uma alimentação rica em frutas e verduras podem fazer a diferença no futuro.
     O cardiologista avisa que toda criança precisa de uma orientação médica do pediatra sobre quais são os fatores de risco de doenças cardiovasculares. Por volta dos 30 anos todo adulto tem que ser avaliado, pelo menos uma vez por um cardiologista.
     “Fazemos um exame clínico de inspeção, palpação, percussão e ausculta cardíaca, coletamos informações sobre histórico familiar e um check up com aferição da pressão arterial, eletro ecocardiograma”, resume. “A partir disso sabemos quais fatores são modificáveis e os não modificáveis. Idade e herança genética não conseguimos mudar, mas todos os outros, como tabagismo, sendentarismo, alimentação, apesar de muito difícil, é possível mudar”, ensina.

14 de agosto

     O Dia Nacional do Cardiologista foi criado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) em 2007 como forma de valorizar a especialidade junto à sociedade e lembrar das recomendações dos profissionais sobre a importância dos hábitos de vida saudável para o coração e para saúde como um todo.



Fonte: http://www.rdnews.com.br/cidades/conteudos/103741

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